A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (10), a operação Boi de Ouro, que tem como alvos um advogado, pecuaristas e empresários suspeitos de integrarem uma quadrilha de furto de gado no interior do Acre.
Conforme a polícia, foram cumpridos 40 mandados judiciais, entre prisões, buscas e apreensões e sequestros de bens nas cidades acreanas de Acrelândia, Senador Guiomard, Rio Branco, Porto Acre e Manoel Urbano, Plácido de Castro.
Conforme a polícia, as investigações começaram há cerca de um ano e meio. O grupo é investigado pelos crimes de formação de quadrilha, abigeato (furto de animais), lavagem de dinheiro, ameaça e enriquecimento ilícito.
O delegado-geral de Polícia Civil, José Henrique Maciel, informou que as investigações iniciaram após determinação do governador do estado, que, após conversas com moradores da zona rural do estado durante a Expoacre, recebeu informações sobre o que estaria ocorrendo, especialmente, na região do Baixo Acre.
“Foi uma grande operação, prendemos várias pessoas e, com certeza, desarticulamos grande parte dessa quadrilha que vem atuando naquela área. Tivemos também desmembramento no município de Manoel Urbano e com certeza no estado vizinho do Amazonas, em Boca do Acre. A Polícia Civil está atenta a isso, hoje tivemos êxito, um trabalho importante e dando segurança para os nossos trabalhadores e proprietários da zona rural”, afirmou.
O delegado Pedro Paulo Bozolin, da Delegacia de Polícia da Capital e do Interior, afirmou que o gado furtado pela quadrilha era transportado para o estado do Amazonas.
“Com certeza uma grande operação, um duro golpe aplicado a essas pessoas que vinham praticando esse tipo de crime e aterrorizando as pessoas que trabalham na agropecuária. As investigações apontam que boa parte do gado subtraído era destinado ao Amazonas. Centenas de cabeças foram subtraídas durante o período da investigação.”
Advogado líder da quadrilha
O responsável pelas investigações, delegado Dione dos Anjos, informou que 15 pessoas foram presas na ação, entre elas um advogado que seria uma das lideranças da quadrilha. O nome do preso não foi divulgado pela polícia.
“O advogado preso coordenava parte do grupo, que é muito grande e é formado de várias células. Inclusive, ele, que é de Rio Branco, tinha um caminhão que era usado em vários desses furtos. Esses furtos estão causando uma certa intranquilidade na zona rural e a Polícia Civil está conseguindo dar essa resposta. Só na véspera de Natal de 2021, 120 animais sem procedência foram apresentados na delegacia de Acrelândia. Então, eu estimo que milhares de cabeças foram desviadas”, disse.
Essa foi a primeira fase da operação e, segundo o delegado, outras ações devem ser deflagradas. “Certamente vamos ter outras etapas, novos criminosos serão descobertos. Alguns [dos presos] já foram interrogados, vamos terminar de interrogar outros e, logo em seguida, serão apresentados à Justiça para que o processo continue. Houve sequestro de alguns veículos e bens.”
Fonte: G1Acre
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