O Comando de Fronteira Juruá/61º Batalhão de Infantaria de Selva (C Fron Juruá/61º BIS) informou que instaurou investigação interna após a apreensão de munições de uso restrito do Exército durante uma ocorrência policial registrada na manhã do dia 31 de janeiro de 2026, nas proximidades do bairro Cohab, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.
A ação foi conduzida pelo 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM) e resultou na prisão em flagrante de um indivíduo civil, além da apreensão de entorpecentes, uma réplica de pistola e três cartuchos intactos dos calibres 5,56 mm e 7,62 mm, ambos de uso exclusivo das Forças Armadas.
Segundo o Exército, assim que tomou conhecimento do fato, a Organização Militar adotou imediatamente as providências cabíveis, deslocando uma equipe do 61º BIS para manter contato direto com policiais militares e com a Polícia Civil do Acre, buscando informações detalhadas e atuando de forma coordenada com os órgãos de segurança pública.
Paralelamente, foi realizada uma verificação interna preliminar, que apontou compatibilidade entre as munições apreendidas e lotes de material distribuídos à Organização Militar/Foto: Reprodução
Paralelamente, foi realizada uma verificação interna preliminar, que apontou compatibilidade entre as munições apreendidas e lotes de material distribuídos à Organização Militar. Diante disso, foi determinada a instauração de investigação interna para apurar rigorosamente as circunstâncias do caso e eventual irregularidade, conforme a legislação vigente.
O C Fron Juruá/61º BIS destacou que não compactua com desvios de conduta, mantém controle rigoroso de seu material bélico e colabora integralmente com as forças de segurança, reafirmando o compromisso institucional com a legalidade, a transparência e a sociedade brasileira.
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O caso segue sob investigação nas esferas militar e civil.
NOTA À IMPRENSA
O C Fron Juruá/61º BIS informa que, na manhã do dia 31 de janeiro de 2026, durante ocorrência policial conduzida pelo 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), nas proximidades do bairro COHAB, no município de Cruzeiro do Sul/AC, foram apreendidos entorpecentes, uma réplica de pistola e 3 (três) cartuchos intactos de uso restrito, dos calibres 5,56 mm e 7,62 mm, em posse de um indivíduo civil, que foi preso em flagrante.
Tão logo tomou conhecimento dos fatos, esta Organização Militar adotou imediatamente as medidas cabíveis, tendo deslocado uma equipe do Batalhão para estabelecer contato pessoal e direto com militares do 6º BPM e com integrantes da Polícia Civil do Acre presentes no município, a fim de obter mais informações e colocar-se prontamente em situação de coordenação institucional.
Paralelamente, foi realizada verificação interna, na qual se constatou que o material apreendido apresenta compatibilidade com lotes de munição distribuídos à Organização Militar. Diante dos indícios, foi determinada a instauração de investigação interna, com o objetivo de apurar rigorosamente as circunstâncias do ocorrido e eventual irregularidade, em conformidade com a legislação vigente.
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O C Fron Juruá/61º BIS ressalta que não compactua com quaisquer desvios de conduta, que mantém rígido controle de seu material bélico e que colabora integralmente com os Órgãos de Segurança Pública, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a sociedade brasileira.
O Jornal Folha do Juruá acredita no Jornalismo comprometido com a verdade dos fatos e com a ética, trazendo sempre os principais fatos de Juruá e região, além dos destaques nacionais e da mídia.
Os dois homens mortos a tiros nessa sexta-feira, 6, em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, segundo a Polícia Civil, tinham envolvimento com drogas, com o mundo do crime e um deles usava tornozeleira eletrônica.
Francisco Adriano Brandão, 29 anos, foi executado no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, com nove tiros. Segundo os irmãos da vítima, ele estava sendo ameaçado de morte por dívidas com drogas. Segundo a Polícia Civil, dos três autores do crime, dois já foram identificados.
Já em Mâncio Lima, Kemuel Davi Amorim Nolasco, usava tornozeleira eletrônica quando foi morto também nesta sexta, com vários tiros, por um grupo de homens. A vítima já esteve presa por troca de tiro com a polícia e envolvimento com assaltos. Ainda não houve prisão por nenhuma das duas mortes.
J.R., de 36 anos, foi preso nessa quinta-feira, 5, no bairro Cruzeirinho, em Cruzeiro do Sul, por ameaçar a própria irmã e a sobrinha com uma faca.
A irmã de J.R contou à Polícia Militar que ele chegou à residência visivelmente sob efeito de substâncias psicoativas, passando a ameaçar sua filha, menor de 16 anos de idade.
Segundo ela, o irmão passou a proferir ameaças, afirmando que queria vê-la “em um caixão”, enquanto empunhava uma faca, além de cuspir em seu rosto.
Com medo, elas saíram da casa até a chegada da guarnição. A PM encontrou o acusado com uma arma branca, se recusando a acatar comandos e verbalizando que ninguém iria prendê-lo.
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De acordo com a polícia, foi necessário o uso do Spark, dispositivo elétrico incapacitante de baixa letalidade, a fim de conter o agente e neutralizar o risco imediato. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e em seguida para a Delegacia de Polícia.
As investigações da Polícia Civil do Acre resultaram na condenação de 14 pessoas envolvidas em um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Segundo os autos do processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados envolvendo a autarquia. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5).
O grupo foi alvo da Operação Ouro Negro, deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que desarticulou uma associação criminosa responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen.
As apurações apontaram que o então chefe do setor de transportes do instituto, ocupante de cargo comissionado, liderava o esquema. De acordo com a investigação, um segundo envolvido ficava responsável pela revenda do combustível desviado, enquanto outro atuava na captação de fazendeiros e empresários interessados em adquirir o produto por valores muito abaixo do mercado. À época, o litro do óleo diesel chegou a ser vendido por R$ 1,50.
Consta no processo que os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para tentar dar aparência de legalidade à prática, um dos réus, identificado como J.J.P., emitia notas fiscais fictícias no sistema financeiro do Iapen. Em novembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão.
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Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Ao final do processo, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os 14 réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.
O coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), delegado Pedro Paulo Buzolin, destacou a importância do resultado alcançado. “Esse resultado é fruto de um trabalho técnico, persistente e integrado da Polícia Civil. A investigação conseguiu desmontar uma estrutura criminosa que causou um prejuízo milionário ao Estado e mostrar que desvios de recursos públicos não ficarão impunes. É uma resposta clara à sociedade de que o crime organizado e a corrupção serão combatidos com rigor”, afirmou.
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