Em sessão realizada nesta quarta-feira (1º), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), os deputados eleitos e reeleitos para a 16° legislatura do Poder Legislativo tomaram posse. A cerimônia foi presidida pelo deputado Nicolau Júnior (Progressistas). A nova legislatura vai de 1° de fevereiro de 2023 a 31 de janeiro de 2026.
Conforme o Regimento Interno da Casa, após serem empossados os deputados elegeram, ainda, a nova Mesa Diretora — presidente; 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários — para o biênio 2023/2024.
Na abertura da solenidade de posse, logo após a execução dos Hinos do Brasil e Acreano, Nicolau Júnior convidou os deputados eleitos para fazer o juramento de posse. O texto lido no plenário diz: “Prometo desempenhar fielmente o mandato que me foi confiado dentro das normas constitucionais e legais da República e do Estado, servindo com honra, lealdade e dedicação ao povo do Estado do Acre. ”
Após o rito do juramento, os parlamentares foram chamados nominalmente para confirmar o compromisso com a sociedade acreana. Os parlamentares receberam ainda o bóton parlamentar, identificação exclusiva dos deputados e deputadas no exercício do mandato. Dos deputados empossados, 21 são do sexo masculino e 3 do feminino.
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Ao final, Nicolau Júnior agradeceu a presença de todos na solenidade e destacou o trabalho realizado à frente da presidência da mesa diretora.
“Hoje, na presença de representantes das instituições do Acre, de amigos e familiares, reafirmamos o nosso compromisso com o povo do Acre. Daqui a pouco acontece a eleição da mesa diretora, não serei mais presidente desta Casa, mas continuarei aqui, não vou embora. Tenho muito orgulho do trabalho que realizamos neste Poder enquanto fui presidente. Enfrentamos uma pandemia e conseguimos nos reinventar e superar todas as dificuldades com a ajuda dos meus colegas parlamentares. Hoje, estou muito feliz e com vontade de trabalhar ainda mais pelo nosso povo”, enfatizou o deputado.
Participaram ainda do encontro, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, Luiz Camolez; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Walmir Ribeiro e o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Acre, Danilo Lovisaro; a Defensora Pública Geral do Acre, Simone Santiago e o chefe da Casa Civil do Estado, Jonathan Xavier Donadoni, na ocasião representando o governador Gladson Cameli.
Após a cerimônia de posse, o deputado Nicolau Júnior suspendeu a cerimônia por dez minutos para que os parlamentares pudessem se preparar para a eleição da nova Mesa Diretora.
Votação
A nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa ficou definida da seguinte forma: Deputado Luiz Gonzaga (PSDB) – presidente; deputado Nicolau Júnior – 1º secretário; deputado Pedro Longo – 1º vice-presidente; deputado Chico Viga – 2º secretário; deputada Maria Antônia – 2ª vice-presidente; 3ª secretária – deputada Antonia Sales; 3º vice-presidente – deputado Eduardo Ribeiro; 4º secretário – deputado Gene Diniz e 5º secretário – Afonso Fernandes.
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Em pronunciamento, Luiz Gonzaga agradeceu aos colegas parlamentares pelo apoio e falou de suas expectativas como novo presidente do Parlamento acreano. “ Quero agradecer aos meus pares, deputados e deputadas, pela confiança em me elegerem presidente desta Casa. Desejo que cada deputado e deputada desta augusta Casa cumpra com determinação e amor o trabalho que nos foi delegado pela vontade das urnas. Que possamos através da nossa atuação parlamentar, encontrar os caminhos que levarão o nosso Estado a um desenvolvimento social e econômico, gerando mais oportunidades para todos. Começamos nesta manhã a escrever uma nova página na nossa história, sempre firmados nos mais elevados propósitos de paz, igualdade social e prosperidade para todos os cidadãos e cidadãs do Acre”, disse.
Gonzaga também elogiou a atuação de Nicolau Júnior nos quatro anos que esteve à frente da presidência da Aleac. “Nicolau fez um excelente trabalho e eu não poderia deixar de elogiá-lo por isso. E hoje, ele me passa essa missão. Daremos continuidade ao trabalho da legislatura anterior, mas buscando sempre aperfeiçoar as ações do Legislativo. E naquilo que for possível, iremos inovar, porque tudo na vida pede uma constante transformação para que a renovação aconteça de maneira natural”, complementou.
Biografia do novo presidente da Aleac
Luiz Gonzaga Alves Filho nasceu no Seringal Valparaíso, no Vale do Juruá, em 20 de março de 1959. Foi registrado em Cruzeiro do Sul. É formado em Administração de Empresas e funcionário de carreira da Receita Federal.
Luiz Gonzaga iniciou na política como vereador de sua cidade natal, Cruzeiro do Sul, em 1992 pelo PDC. Foi reeleito em 1996 e, em 1998, trocou a Câmara pela Assembleia Legislativa do Acre.
Filiado ao PSDB, está no sexto mandato de deputado estadual. Durante toda a sua trajetória política se manteve na oposição aos governos do PT desde que seu partido rompeu com a Frente Popular do Acre, em 2002, após a morte de seu líder e vice-governador Edson Cadaxo.
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Desde 2019, integra a base de sustentação do governo de Gladson Cameli (PP). Na legislatura passada ocupou o cargo de 1º secretário da Mesa Diretora, compondo, junto com os deputados Nicolau Júnior (PP) e Gehlen Diniz (PP) a tropa de choque do governador.
Sua atuação parlamentar está focada principalmente no desenvolvimento econômico do Acre com ênfase para o Vale do Juruá, o que inclui a recuperação da BR 364 e na defesa dos direitos das pessoas com autismo e seus familiares.
O Jornal Folha do Juruá acredita no Jornalismo comprometido com a verdade dos fatos e com a ética, trazendo sempre os principais fatos de Juruá e região, além dos destaques nacionais e da mídia.
A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (8), o relatório favorável do senador Sérgio Petecão (PSD-AC) ao Projeto de Lei (PL) 4.132/2025, que institui a Política Nacional de Transformação Digital na Agricultura. A matéria segue agora para a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), em decisão terminativa.
De autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA), a proposta representa um avanço estratégico para a modernização do setor agropecuário, ao fortalecer a conectividade rural, estimular a inovação tecnológica e ampliar a inclusão digital no campo.
O texto aprovado estabelece um marco legal para impulsionar o uso de tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas, drones, blockchain e sistemas de rastreabilidade, promovendo mais eficiência, sustentabilidade e competitividade à produção agrícola brasileira.
O parecer de Petecão reforça a importância de levar tecnologia ao produtor rural, promovendo mais eficiência, produtividade e sustentabilidade no agro brasileiro, além de ampliar o acesso de agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais às ferramentas digitais.
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Entre os principais objetivos da política estão a expansão da conectividade no meio rural, a capacitação de produtores e trabalhadores em habilidades digitais, a criação de laboratórios e centros de inovação, além da implantação de infraestrutura de dados voltada à preservação ambiental, prevenção de desastres e gestão inteligente dos recursos naturais.
O projeto também prevê instrumentos concretos para a implementação da política, como programas de pesquisa e inovação, assistência técnica digital, linhas de crédito específicas, certificação eletrônica, incubação de soluções para a agricultura familiar e monitoramento anual dos resultados, com indicadores de inclusão digital e conectividade.
Para Petecão, a proposta ajuda a enfrentar gargalos históricos do setor e cria bases sólidas para que a tecnologia chegue de forma democrática a quem produz no campo.
“Hoje a tecnologia já ajuda a aumentar a produção, economizar água, melhorar o solo e até prevenir perdas com seca ou enchente. O que estamos fazendo aqui é garantir que essa modernização chegue também ao pequeno produtor, ao agricultor familiar e às comunidades mais distantes. Não adianta inovação ficar só no papel ou na mão de poucos. Ela precisa chegar na ponta, melhorar a vida de quem trabalha no campo e fortalecer a produção do nosso país”, destacou Petecão.
A aprovação do relatório na CCT consolida mais um passo importante para inserir o Brasil em uma nova etapa de desenvolvimento tecnológico no agronegócio, aliando produtividade, inclusão social e sustentabilidade.
Uma denúncia feita por uma moradora de Rodrigues Alves escancara um cenário revoltante de abandono público e, mais grave ainda, um possível uso mesquinho do poder político. Segundo o relato, a cidadã procurou o presidente da Câmara Municipal, Marcelo Silva, em busca de ajuda para resolver um problema grave em sua rua, mas recebeu uma resposta que beira o absurdo.
As imagens enviadas mostram uma realidade alarmante: o asfalto completamente deteriorado, buracos profundos, erosão causada pelas chuvas e pontos de alagamento que colocam em risco quem passa pelo local. Em um dos registros, a força da água já compromete parte da estrutura da via, indicando risco real de desabamento e acidentes.
Diante desse cenário crítico, a moradora fez o que qualquer cidadão faria: buscou apoio de um representante eleito. No entanto, segundo a denúncia, o presidente da Câmara teria afirmado que não ajudaria porque ela não votou nele.
A fala, se confirmada, é um escândalo que ultrapassa qualquer limite do aceitável. Trata-se de uma postura que não apenas fere a ética pública, mas também expõe um tipo de política baseada em retaliação e favoritismo, um verdadeiro retrocesso democrático.
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Um vereador não é eleito para servir apenas seus eleitores diretos. Ele assume um compromisso com toda a população. Negar assistência com base em voto é transformar o mandato em moeda de troca, em ferramenta de punição contra quem pensa diferente.
Enquanto isso, a realidade da moradora é de desespero. Segundo o relato, há medo de que a situação piore ainda mais, colocando em risco até mesmo a estrutura de sua casa. E o poder público? Silencioso, ou pior, seletivo.
O caso levanta questionamentos graves sobre a atuação do Legislativo municipal e sobre o compromisso real de seus representantes com a população. Afinal, até que ponto interesses políticos estão sendo colocados acima da segurança e da dignidade dos cidadãos?
A denúncia precisa ser esclarecida. A população de Rodrigues Alves merece respostas e, acima de tudo, respeito. Porque quando um representante escolhe quem merece ou não ajuda, ele deixa de ser servidor público e passa a agir como dono do poder.
E isso, definitivamente, não pode ser normalizado.
Uma movimentação recente no cenário político de Rodrigues Alves tem chamado atenção nos bastidores. O prefeito Salatiel Magalhães vem sendo visto com frequência ao lado do deputado federal Zezinho Barbary, o que tem reforçado a percepção de que estaria inclinado a apoiá-lo em sua tentativa de reeleição para a Câmara Federal.
No entanto, um novo episódio trouxe ainda mais incerteza ao cenário. Salatiel também participou recentemente de uma reunião com a deputada federal Antônia Lúcia, que, além de sua atuação política, possui forte ligação com a igreja Assembleia de Deus, instituição da qual o prefeito também faz parte.
A situação ganha relevância justamente pelo histórico da Assembleia de Deus, conhecida por apoiar candidatos que integram seu corpo de membros, o que poderia indicar uma possível inclinação do prefeito em direção à deputada.
Diante desse cenário, surgem questionamentos inevitáveis nos bastidores da política local: afinal, qual será o posicionamento oficial de Salatiel Magalhães? Estaria ele articulando estrategicamente ou apenas adiando uma decisão?
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Enquanto isso, a dúvida permanece no ar e a pergunta ecoa entre lideranças e eleitores: quem o prefeito vai, de fato, apoiar?
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