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Política

EUA se veem no direito de interferir no processo eleitoral do Brasil

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Estados Unidos deveriam se preocupar com a vida deles e deixar a vida do brasileiro em paz, mas postura mostra que o mundo está de olho no nosso destino. Eleições brasileiras, especialmente a presidencial, estão na mira de projeto de lei nos Estados Unidos, observando que as Forças Armadas devem se manter neutras para evitar problemas. A emenda propõe que a tal chamada “assistência de segurança”, sempre lembrada pelo presidente Bolsonaro, seja eliminada pelas forças democráticas caso os militares estejam planejando um golpe. A lei foi proposta pelo deputado democrata Tom Malinowski, de Nova Jersey, argumentando que as Forças Armadas brasileiras não devem se envolver nas eleições de outubro, como determina a Constituição. Tem mais: após as eleições, e escolhido o novo presidente do Brasil, o Departamento de Estado dos EUA terá 30 dias para apresentar um relatório ao Congresso norte-americano relatando o procedimento das Forças Armadas no pleito.

Eleições brasileiras estão programadas para outubro deste ano

Os Estados Unidos, na verdade, deveriam se preocupar com a vida deles e deixar a vida do brasileiro em paz, mesmo não existindo paz nenhuma no país. De qualquer maneira, os EUA se veem no direito de interferir no processo eleitoral do Brasil, como se isto aqui fosse o quintal da casa deles. Tudo bem, o processo eleitoral do Brasil é uma temeridade. Existe, sim, ameaça de golpe. Mas deixem, por favor, que nós mesmos resolvamos nossos problemas na verdade insolúveis. O projeto de lei, que foi noticiado pelo jornalista Brian Mier, no site Brasilwire, prevê a anulação da ajuda de segurança caso as Forças Armadas tenham um papel decisivo nas eleições. O Congresso dos EUA deverá, então, avaliar se os militares brasileiros atuaram de forma antidemocrática. Isso vale de maneira especial se as Forças Armadas manipularam ou procuraram manipular ou até cancelar os resultados das eleições. E mais: o relatório do Departamento de Estado terá de relatar se os militares incitaram ou facilitaram rebeliões em relação ao processo eleitoral e se colocaram em dúvida o resultado das eleições brasileiras.

No encontro que teve com o presidente Joe Biden, Bolsonaro levantou suspeitas sobre as eleições no Brasil por questões ideológicas, dizendo que deseja eleições limpas, transparentes e auditáveis. Afirmou, também, que chegou à presidência da República pela democracia e deixará o cargo também de forma democrática. Seja como for, os políticos progressistas americanos temem as ameaças à democracia brasileira, citando a percepção internacional de que os militares brasileiros poderão agir contra a democracia no Brasil. O presidente Joe Biden também já demonstrou preocupação com Bolsonaro e seus aliados quanto às normas da democracia.

A verdade é que o presidente Jair Bolsonaro fala demais. E sua fala quase sempre vem com uma casca de ameaça, particularmente com respeito à eleição, com seus ataques histéricos às urnas eletrônicas. Fala demais. E não mede as palavras. Mas esse é um problema brasileiro, não dos Estados Unidos. Para o Brasil, bastam os políticos que andam pelo país há séculos ocupando os altos cargos. Basta isso para nossa agonia. Não precisa preocupação alheia. A nossa já basta e já passou da medida. Seja como for, essa posição do governo americano revela que o mundo está de olho nos destinos brasileiros, entregue às traças.

J0vem Pan
Alves de Faria
Agência Brasil
Álvaro Fernando Frazão

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H. Eduardo Pessoa é Jornalista com DRT e Desenvolvedor Front-End de diversos Portais de Notícias como este destinado à Empreendedores, Jornalistas e Pequenas e Médias Empresas. Experiência de mais de 12 mil notícias publicadas e nota máxima de satisfação no Google e Facebook com mais de 79 avaliações de clientes.

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Política

Salvo pelo governo: O rugido e o eco, um sábado político no Juruá

Folha do Juruá

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Na política do interior, existe uma regra quase científica: quando o som do microfone é mais alto que o burburinho da plateia, alguma coisa não saiu exatamente como o planejado.

Foi mais ou menos essa a impressão deixada por um evento realizado na manhã de sábado (18), em Cruzeiro do Sul, no coração do Vale do Juruá. A agenda, organizada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), contou com a presença da deputada estadual Antônia Sales, que realizou a entrega de equipamentos voltados para a agricultura.

A ideia do ex-prefeito Vagner Sales era simples e, diga-se, até engenhosa: realizar o evento próximo ao mercado em plena manhã de sábado, aquele momento sagrado em que agricultores chegam cedo, vendem seus produtos e aproveitam para colocar a conversa em dia. Na teoria, parecia um plano infalível. Na prática… bem, digamos que alguns agricultores estavam mais interessados no preço da farinha e do peixe do que no discurso do palanque.

Alguns observadores políticos comentavam, em tom de brincadeira, que o maior esforço do evento não foi a entrega dos equipamentos, mas convencer as cadeiras a não parecerem tão vazias nas fotos.

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Nos bastidores, correu o clássico telefone sem fio da política local: liga daqui, chama dali, manda avisar alguém para “dar uma passadinha rapidinho”. Afinal, em política, plateia também é infraestrutura, quase tão importante quanto o microfone.

E, segundo relatos de quem esteve presente, se não fosse a presença de integrantes da própria equipe de governo e ocupantes de cargos públicos compondo parte da plateia, o evento correria o risco de ficar praticamente sem ninguém. Em outras palavras, se tirar os cargos do governo das cadeiras, o cenário muda completamente. Para muitos que acompanhavam a movimentação, esse acabou sendo o retrato mais fiel do tamanho atual da mobilização do MDB no Juruá.

O episódio reacendeu conversas sobre a capacidade de mobilização do partido na região. Durante décadas, a família Sales foi considerada uma das forças mais tradicionais da política do Juruá. O ex-prefeito Vagner Sales construiu uma trajetória longa e conhecida, enquanto sua filha, a ex-deputada federal Jéssica Sales, já disputou cargos majoritários e manteve votação expressiva na região.

Mas a política, como se sabe, é um esporte de resistência, e também de memória curta. Uma liderança que ontem enchia praças pode, em poucos anos, descobrir que o público agora está ocupado em outra conversa. Entre aliados, adversários e curiosos, a avaliação geral é que a política local segue viva, competitiva e cheia de capítulos pela frente. Porque, no Acre, especialmente no interior, eleição nunca termina de verdade, ela apenas entra em modo de espera até a próxima reunião, o próximo café… ou o próximo evento de sábado.

E se há uma lição que todo político aprende cedo no interior é simples: discurso pode até ser importante, mas nada substitui o velho termômetro da política, gente no local do evento. E, nesse teste de hoje, muitos avaliavam que o ex-prefeito Vagner Sales acabou reprovado.

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Quando tem muita gente, dizem que o líder está forte.

Quando tem pouca… bem, sempre dá para dizer que foi culpa do calor, do mercado ou de qualquer outro detalhe.

Mas como não tinha jogo do Flamengo às oito da manhã, Vagner deve pensar em outra desculpa para o sábado de eco no palanque.

Na política, explicação nunca falta.

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Política

Prefeito Zé Luiz inicia construção da nova Garagem Municipal em Mâncio Lima

Folha do Juruá

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O prefeito Zé Luiz deu início à construção da nova Garagem Municipal de Mâncio Lima, marcando mais um importante avanço na área de infraestrutura e na modernização dos serviços públicos do município.

A obra, considerada estratégica para a gestão, vai garantir mais organização, eficiência e valorização do patrimônio público, ao oferecer um espaço adequado para a guarda e manutenção da frota municipal. A nova estrutura será construída no Bairro São Francisco, em área localizada fora do perímetro urbano.

Com dimensões de 140 metros de comprimento por 12 metros de largura, o prédio contará com área operacional e espaços de apoio, incluindo três salas administrativas, copa e banheiros, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes da Secretaria de Obras e Transportes.

Durante o início dos trabalhos, o prefeito Zé Luiz destacou a importância da obra para o desenvolvimento do município:

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“Com grande satisfação e com a bênção de Deus, estamos iniciando a nossa tão sonhada garagem municipal. Essa é uma obra que vem para melhorar a qualidade dos serviços e garantir um ambiente digno para nossos trabalhadores. Temos recebido importantes investimentos em equipamentos, e precisamos de um espaço adequado para cuidar desse patrimônio que é do povo. Com o apoio do deputado Eduardo Veloso, que destinou recursos para essa construção, estamos transformando esse sonho em realidade”, afirmou.

A construção está sendo executada com investimento de R$ 680 mil, oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Eduardo Veloso, reforçando a parceria em prol do desenvolvimento de Mâncio Lima.

O secretário municipal de Obras e Urbanismo, Regiano Barros, ressaltou que a obra atende a uma demanda histórica:

“Há quase 25 anos a garagem municipal não recebia melhorias estruturais, e já não comportava mais a quantidade de veículos e maquinários da prefeitura. Essa nova estrutura vai permitir um melhor cuidado com os equipamentos e mais eficiência nos serviços prestados à população”, destacou.

A iniciativa liderada pelo prefeito Zé Luiz representa um avanço significativo na gestão pública, assegurando mais organização, redução de custos com manutenção e maior agilidade na execução das ações municipais.

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Além de melhorar a prestação de serviços, a obra também contribui para a geração de emprego e renda, fortalecendo a economia local durante sua execução.

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Política

Política do Acre entra em nova fase com governo Mailza sob pressão, rearranjos no poder e disputa de 2026 em ebulição

Folha do Juruá

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Os últimos dias redesenharam o tabuleiro político do Acre, mais do que uma simples troca de comando no Palácio Rio Branco, o que se vê é o início de uma nova fase em que a governadora Mailza Assis tenta consolidar autoridade própria, reorganizar o governo e, ao mesmo tempo, administrar a pressão de uma sucessão estadual que já começou antes do tempo.

Desde que assumiu o governo de forma definitiva no começo de abril, Mailza passou a acelerar mudanças internas, definir prioridades para os primeiros 100 dias e promover uma recomposição administrativa em áreas estratégicas. A movimentação inclui alterações em secretarias, autarquias e setores sensíveis da máquina pública, como Indústria, Polícia Civil, OCA e Saúde, numa tentativa clara de demonstrar que, embora tenha sido vice, sua gestão não pretende apenas repetir o modelo anterior sem ajustes.

Esse processo, porém, não ocorre sem ruídos. Parte do noticiário local tem tratado as trocas como uma “limpa” administrativa e como sinal de disputa por espaço dentro da base governista.

Ao mesmo tempo, Mailza tenta combinar a agenda política com entregas administrativas. Nos últimos dias, o governo buscou dar visibilidade a ações de gestão, como a definição de metas prioritárias e o anúncio de obras no centro de Rio Branco, numa estratégia que tenta associar a nova fase do Executivo a presença, comando e agenda positiva. É um movimento importante porque a governadora precisa provar, rapidamente, que não ocupa apenas a cadeira, mas exerce de fato o poder.

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Outro fato de forte peso político foi a indicação, aprovação e nomeação de Mário Sérgio Neri de Oliveira para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O nome foi sabatinado e aprovado pela Aleac e, em seguida, oficializado por Mailza. Na prática, além do rito institucional, o episódio reforça a leitura de que o governo atua para consolidar posições em espaços estratégicos do Estado, ampliando sua influência num momento em que o controle político da máquina passa a ser ainda mais decisivo para a disputa de 2026.

Mas o xadrez eleitoral também já se mexe fora do Palácio. O campo adversário ou não totalmente alinhado ao governo mostra sinais de reorganização. Nos bastidores e no noticiário político, a sucessão estadual já aparece ancorada em três polos mais visíveis: Mailza Assis, o senador Alan Rick e o ex-prefeito Tião Bocalom. Pesquisa divulgada no início do mês colocou Alan na liderança das intenções de voto, enquanto alianças recentes indicam que ele tenta ampliar sua base com o apoio do PSD de Sérgio Petecão.

Na mesma direção, a notícia de que MDB e PL decidiram atuar em bloco mostra que há incômodo com a hegemonia do grupo governista e disposição de construir uma frente capaz de enfrentar a estrutura hoje concentrada em torno da federação ligada ao poder estadual. Isso significa que a eleição de 2026, no Acre, tende a ser menos uma disputa entre governo e oposição clássica e mais uma guerra entre várias direitas, com fissuras internas, alianças pragmáticas e disputa por lideranças regionais. Essa é uma inferência jornalística minha a partir dos movimentos relatados pelas fontes.

Nesse cenário, Gladson Cameli continua sendo peça central mesmo fora do cargo. O processo que tramita no STJ segue afetando o ambiente político local. O tribunal já havia indicado no começo do ano que a ação penal contra o ex-governador estava entre os julgamentos relevantes de 2026, e agora o caso voltou ao centro do debate após notícia de retirada de pauta e após a defesa usar decisão do ministro André Mendonça, no STF, que afastou provas da ação, para sustentar tese de possível anulação do julgamento.

Mailza, inclusive, comentou publicamente que espera a absolvição de Gladson, o que mostra como o destino judicial do ex-governador continua ligado ao destino político do grupo governista. Em outras palavras: embora o Acre tenha formalmente uma nova governadora, o sistema político ainda orbita em torno de duas perguntas maiores, até onde vai a autonomia de Mailza e quanto o peso de Gladson continuará influenciando alianças, candidaturas e decisões internas.

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O resumo do momento é direto: o Acre vive uma transição que ainda não terminou. Mailza assumiu, mas ainda trabalha para transformar posse em liderança consolidada. A base aliada se reorganiza por dentro. Os adversários se movimentam por fora. E o processo de Gladson mantém o ambiente político em tensão permanente. Nos bastidores, 2026 já começou e começou antes de o novo governo completar sequer duas semanas com marca própria.

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