O governo do Acre lançou, na manhã desta sexta-feira, 5, o 1º Feirão do Emprego e da Empregabilidade, iniciativa que marca o início de um plano estadual estruturado para ampliar a geração de trabalho e renda. O evento, realizado no centro de Rio Branco, reúne órgãos públicos, entidades empresariais e empresas de diversos segmentos, com o objetivo de facilitar o acesso a vagas de emprego, qualificação profissional e serviços de apoio ao cidadão.
Feirão visa ao cadastro e encaminhamento para vagas de emprego. Foto: Diego Gurgel/Secom
Estendendo-se até sábado, 6, a ação é resultado de uma articulação entre o Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), governo federal, Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa) e outras instituições do setor produtivo.
Durante a abertura, o governador Gladson Camelí destacou o caráter social e estratégico da iniciativa. “Eu sempre busco cumprir com minhas promessas, principalmente para construir pontes e cuidar das pessoas. Este evento é um exemplo disso, que já considero um sucesso e deve ser replicado Brasil afora, garantindo melhores oportunidades para aqueles que precisam de uma mão estendida”, afirmou. Camelí também destacou a importância da equipe de governo e das parcerias com o setor produtivo para ampliar oportunidades.
“Estamos empenhados em proporcionar cada vez mais autonomia e dignidade para todos os acreanos”, afirmou Camelí. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Todo o sucesso de uma empresa está nas mãos de seus funcionários. E sabendo disso, busquei formar uma equipe unida e empenhada em criar oportunidades para quem sonha com um mundo melhor”, ressaltou o chefe de Estado.
A vice-governadora Mailza Assis, que acompanhou de perto a concepção do projeto, celebrou a mobilização. “Nada dignifica mais nossa família do que o nosso primeiro sonho de jovem, o primeiro emprego, para galgar novas oportunidades na vida. Estamos unidos neste fim de ano para alavancar a vida de mil acreanos que vão passar por aqui”, disse. A gestora reforçou ainda a relevância das vagas destinadas às mulheres, sobretudo as que vivem em situação de vulnerabilidade.
Vice-governadora Mailza Assis reforçou a importância do evento para uma economia local mais fortificada. Foto: Diego Gurgel/Secom
Mobilização inédita
Com expectativa de atender centenas de trabalhadores, o Feirão concentra oportunidades principalmente nos setores de comércio, serviços, supermercados, bares e restaurantes, indústria e construção civil, segmentos que tradicionalmente ampliam contratações no final do ano.
O titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, ressaltou a importância da ação coletiva: “Estamos potencializando o emprego, presenteando a população com dignidade e melhores oportunidades. Também estamos celebrando os 50 anos do Sistema Nacional de Emprego [Sine], que há décadas interliga empresas e profissionais”.
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“Estamos potencializando o emprego, presenteando a população com dignidade e melhores oportunidades”, ressaltou Mesquita. Foto: Diego Gurgel/Secom
A presidente da Acisa, Patrícia Dossa, reforçou o empenho do setor empresarial: “Ficamos felizes em fazer parte dessa louvável iniciativa. Destaco a dedicação das empresas participantes em disponibilizarem vagas que não requerem experiência, com empresários dispostos a inserir mais pessoas no mercado de trabalho”.
Além da captação ativa de vagas junto às empresas, o Feirão oferece serviços como orientações profissionais, acesso a cursos, atendimentos de cidadania, ações voltadas às mulheres, por meio do Ônibus Lilás, da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), e atividades de empreendedorismo.
Além da oferta de empregos, o evento também disponibiliza orientações para entrevista de emprego e serviços civis, como emissão de carteira de trabalho. Foto: Diego Gurgel/Secom
Uma das beneficiadas pela ação foi Geuza de Oliveira, que esteve no evento procurando melhor colocação profissional: “Já tenho um serviço, mas estou em busca de novos ares, e essa é uma grande oportunidade. Parabenizo o governo por essa iniciativa, que vai fazer toda a diferença”.
Luan de Oliveira, com 20 anos e recém-saído do ensino médio, foi um das centenas de jovens que passaram pelo Feirão. Com experiências como menor aprendiz, ele busca um emprego formal: “Obrigado ao governador Gladson e todo o governo por essa chance para mim e demais jovens”.
Luan viu no evento uma oportunidade para inserção no mercado de trabalho. Foto: Diego Gurgel/Secom
Continuidade das ações
Encaminhamentos às empresas seguirão até janeiro de 2026, com monitoramento dos resultados. Paralelamente, equipes técnicas farão um diagnóstico das necessidades permanentes de mão de obra, que orientará novas capacitações programadas para o primeiro trimestre de 2026, incluindo oficinas, cursos e palestras voltados às demandas mais recorrentes do mercado local.
A expectativa do governo é que o Feirão seja o ponto de partida de uma política pública contínua e mais robusta de empregabilidade. Com o 1º Feirão do Emprego e da Empregabilidade, o Acre aposta em uma ação integrada que combina oferta de vagas, qualificação profissional, serviços essenciais e incentivo ao empreendedorismo, reforçando o compromisso de promover desenvolvimento econômico e social em todo o estado.
Serviço
O evento continua até o próximo sábado, 6, no estacionamento do Museu dos Povos Acreanos, localizado na Rua Epaminondas Jácome, no centro de Rio Branco, das 8h às 17h.
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Na política do interior, existe uma regra quase científica: quando o som do microfone é mais alto que o burburinho da plateia, alguma coisa não saiu exatamente como o planejado.
Foi mais ou menos essa a impressão deixada por um evento realizado na manhã de sábado (18), em Cruzeiro do Sul, no coração do Vale do Juruá. A agenda, organizada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), contou com a presença da deputada estadual Antônia Sales, que realizou a entrega de equipamentos voltados para a agricultura.
A ideia do ex-prefeito Vagner Sales era simples e, diga-se, até engenhosa: realizar o evento próximo ao mercado em plena manhã de sábado, aquele momento sagrado em que agricultores chegam cedo, vendem seus produtos e aproveitam para colocar a conversa em dia. Na teoria, parecia um plano infalível. Na prática… bem, digamos que alguns agricultores estavam mais interessados no preço da farinha e do peixe do que no discurso do palanque.
Alguns observadores políticos comentavam, em tom de brincadeira, que o maior esforço do evento não foi a entrega dos equipamentos, mas convencer as cadeiras a não parecerem tão vazias nas fotos.
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Nos bastidores, correu o clássico telefone sem fio da política local: liga daqui, chama dali, manda avisar alguém para “dar uma passadinha rapidinho”. Afinal, em política, plateia também é infraestrutura, quase tão importante quanto o microfone.
E, segundo relatos de quem esteve presente, se não fosse a presença de integrantes da própria equipe de governo e ocupantes de cargos públicos compondo parte da plateia, o evento correria o risco de ficar praticamente sem ninguém. Em outras palavras, se tirar os cargos do governo das cadeiras, o cenário muda completamente. Para muitos que acompanhavam a movimentação, esse acabou sendo o retrato mais fiel do tamanho atual da mobilização do MDB no Juruá.
O episódio reacendeu conversas sobre a capacidade de mobilização do partido na região. Durante décadas, a família Sales foi considerada uma das forças mais tradicionais da política do Juruá. O ex-prefeito Vagner Sales construiu uma trajetória longa e conhecida, enquanto sua filha, a ex-deputada federal Jéssica Sales, já disputou cargos majoritários e manteve votação expressiva na região.
Mas a política, como se sabe, é um esporte de resistência, e também de memória curta. Uma liderança que ontem enchia praças pode, em poucos anos, descobrir que o público agora está ocupado em outra conversa. Entre aliados, adversários e curiosos, a avaliação geral é que a política local segue viva, competitiva e cheia de capítulos pela frente. Porque, no Acre, especialmente no interior, eleição nunca termina de verdade, ela apenas entra em modo de espera até a próxima reunião, o próximo café… ou o próximo evento de sábado.
E se há uma lição que todo político aprende cedo no interior é simples: discurso pode até ser importante, mas nada substitui o velho termômetro da política, gente no local do evento. E, nesse teste de hoje, muitos avaliavam que o ex-prefeito Vagner Sales acabou reprovado.
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Quando tem muita gente, dizem que o líder está forte.
Quando tem pouca… bem, sempre dá para dizer que foi culpa do calor, do mercado ou de qualquer outro detalhe.
Mas como não tinha jogo do Flamengo às oito da manhã, Vagner deve pensar em outra desculpa para o sábado de eco no palanque.
O prefeito Zé Luiz deu início à construção da nova Garagem Municipal de Mâncio Lima, marcando mais um importante avanço na área de infraestrutura e na modernização dos serviços públicos do município.
A obra, considerada estratégica para a gestão, vai garantir mais organização, eficiência e valorização do patrimônio público, ao oferecer um espaço adequado para a guarda e manutenção da frota municipal. A nova estrutura será construída no Bairro São Francisco, em área localizada fora do perímetro urbano.
Com dimensões de 140 metros de comprimento por 12 metros de largura, o prédio contará com área operacional e espaços de apoio, incluindo três salas administrativas, copa e banheiros, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes da Secretaria de Obras e Transportes.
Durante o início dos trabalhos, o prefeito Zé Luiz destacou a importância da obra para o desenvolvimento do município:
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“Com grande satisfação e com a bênção de Deus, estamos iniciando a nossa tão sonhada garagem municipal. Essa é uma obra que vem para melhorar a qualidade dos serviços e garantir um ambiente digno para nossos trabalhadores. Temos recebido importantes investimentos em equipamentos, e precisamos de um espaço adequado para cuidar desse patrimônio que é do povo. Com o apoio do deputado Eduardo Veloso, que destinou recursos para essa construção, estamos transformando esse sonho em realidade”, afirmou.
A construção está sendo executada com investimento de R$ 680 mil, oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Eduardo Veloso, reforçando a parceria em prol do desenvolvimento de Mâncio Lima.
O secretário municipal de Obras e Urbanismo, Regiano Barros, ressaltou que a obra atende a uma demanda histórica:
“Há quase 25 anos a garagem municipal não recebia melhorias estruturais, e já não comportava mais a quantidade de veículos e maquinários da prefeitura. Essa nova estrutura vai permitir um melhor cuidado com os equipamentos e mais eficiência nos serviços prestados à população”, destacou.
A iniciativa liderada pelo prefeito Zé Luiz representa um avanço significativo na gestão pública, assegurando mais organização, redução de custos com manutenção e maior agilidade na execução das ações municipais.
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Além de melhorar a prestação de serviços, a obra também contribui para a geração de emprego e renda, fortalecendo a economia local durante sua execução.
Os últimos dias redesenharam o tabuleiro político do Acre, mais do que uma simples troca de comando no Palácio Rio Branco, o que se vê é o início de uma nova fase em que a governadora Mailza Assis tenta consolidar autoridade própria, reorganizar o governo e, ao mesmo tempo, administrar a pressão de uma sucessão estadual que já começou antes do tempo.
Desde que assumiu o governo de forma definitiva no começo de abril, Mailza passou a acelerar mudanças internas, definir prioridades para os primeiros 100 dias e promover uma recomposição administrativa em áreas estratégicas. A movimentação inclui alterações em secretarias, autarquias e setores sensíveis da máquina pública, como Indústria, Polícia Civil, OCA e Saúde, numa tentativa clara de demonstrar que, embora tenha sido vice, sua gestão não pretende apenas repetir o modelo anterior sem ajustes.
Esse processo, porém, não ocorre sem ruídos. Parte do noticiário local tem tratado as trocas como uma “limpa” administrativa e como sinal de disputa por espaço dentro da base governista.
Ao mesmo tempo, Mailza tenta combinar a agenda política com entregas administrativas. Nos últimos dias, o governo buscou dar visibilidade a ações de gestão, como a definição de metas prioritárias e o anúncio de obras no centro de Rio Branco, numa estratégia que tenta associar a nova fase do Executivo a presença, comando e agenda positiva. É um movimento importante porque a governadora precisa provar, rapidamente, que não ocupa apenas a cadeira, mas exerce de fato o poder.
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Outro fato de forte peso político foi a indicação, aprovação e nomeação de Mário Sérgio Neri de Oliveira para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O nome foi sabatinado e aprovado pela Aleac e, em seguida, oficializado por Mailza. Na prática, além do rito institucional, o episódio reforça a leitura de que o governo atua para consolidar posições em espaços estratégicos do Estado, ampliando sua influência num momento em que o controle político da máquina passa a ser ainda mais decisivo para a disputa de 2026.
Mas o xadrez eleitoral também já se mexe fora do Palácio. O campo adversário ou não totalmente alinhado ao governo mostra sinais de reorganização. Nos bastidores e no noticiário político, a sucessão estadual já aparece ancorada em três polos mais visíveis: Mailza Assis, o senador Alan Rick e o ex-prefeito Tião Bocalom. Pesquisa divulgada no início do mês colocou Alan na liderança das intenções de voto, enquanto alianças recentes indicam que ele tenta ampliar sua base com o apoio do PSD de Sérgio Petecão.
Na mesma direção, a notícia de que MDB e PL decidiram atuar em bloco mostra que há incômodo com a hegemonia do grupo governista e disposição de construir uma frente capaz de enfrentar a estrutura hoje concentrada em torno da federação ligada ao poder estadual. Isso significa que a eleição de 2026, no Acre, tende a ser menos uma disputa entre governo e oposição clássica e mais uma guerra entre várias direitas, com fissuras internas, alianças pragmáticas e disputa por lideranças regionais. Essa é uma inferência jornalística minha a partir dos movimentos relatados pelas fontes.
Nesse cenário, Gladson Cameli continua sendo peça central mesmo fora do cargo. O processo que tramita no STJ segue afetando o ambiente político local. O tribunal já havia indicado no começo do ano que a ação penal contra o ex-governador estava entre os julgamentos relevantes de 2026, e agora o caso voltou ao centro do debate após notícia de retirada de pauta e após a defesa usar decisão do ministro André Mendonça, no STF, que afastou provas da ação, para sustentar tese de possível anulação do julgamento.
Mailza, inclusive, comentou publicamente que espera a absolvição de Gladson, o que mostra como o destino judicial do ex-governador continua ligado ao destino político do grupo governista. Em outras palavras: embora o Acre tenha formalmente uma nova governadora, o sistema político ainda orbita em torno de duas perguntas maiores, até onde vai a autonomia de Mailza e quanto o peso de Gladson continuará influenciando alianças, candidaturas e decisões internas.
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O resumo do momento é direto: o Acre vive uma transição que ainda não terminou. Mailza assumiu, mas ainda trabalha para transformar posse em liderança consolidada. A base aliada se reorganiza por dentro. Os adversários se movimentam por fora. E o processo de Gladson mantém o ambiente político em tensão permanente. Nos bastidores, 2026 já começou e começou antes de o novo governo completar sequer duas semanas com marca própria.
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