O nome do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a ser cogitado nos bastidores políticos como possível candidato a vice em uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com aliados do senador, a movimentação ganhou força após levantamentos internos do partido indicarem que Zema poderia ampliar o desempenho eleitoral, especialmente em Minas Gerais — estado considerado estratégico por concentrar o segundo maior eleitorado do país.
Minas Gerais segue como peça-chave no cenário eleitoral
Historicamente visto como um “termômetro” político, Minas Gerais costuma ter peso decisivo nas eleições nacionais. Nos bastidores, lideranças avaliam que a presença de Zema na chapa poderia fortalecer a competitividade no estado e influenciar o resultado nacional.
Apesar disso, interlocutores afirmam que ainda não há definição sobre a composição da chapa. A eventual candidatura de Zema dependeria de um convite formal, que ainda não foi feito.
Publicamente, o ex-governador declarou nesta segunda-feira (6) que não tem interesse, neste momento, em disputar o cargo de vice-presidente.
Divergências dentro do PL marcam escolha do vice
A definição do nome para compor a chapa também expõe divergências internas no Partido Liberal (PL).
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado preferência por Zema, enquanto o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, defende o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Avaliações internas apontam perfis distintos
Entre aliados próximos a Bolsonaro, há resistência ao nome de Tereza Cristina. O grupo avalia que a ex-ministra não mantém proximidade com a família Bolsonaro nem atua como defensora direta do bolsonarismo, além de ser associada ao chamado “centrão”.
Outro argumento levantado é que o agronegócio — setor com o qual Tereza Cristina tem forte ligação — já estaria majoritariamente alinhado ao ex-presidente.
Por outro lado, defensores de Romeu Zema destacam sua experiência administrativa e um perfil considerado mais moderado. Internamente, ele é visto como alguém que poderia exercer uma função de articulação mais discreta, semelhante ao papel desempenhado por Marco Maciel, ex-vice-presidente durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Fator político e simbólico pesa na escolha
Apesar das resistências, o nome de Tereza Cristina também reúne pontos favoráveis. O fato de ser mulher é visto como um possível diferencial para ampliar o alcance eleitoral e suavizar críticas recorrentes ao campo bolsonarista.
Em declaração recente, Flávio Bolsonaro sinalizou essa possibilidade ao mencionar a preferência por uma mulher na composição da chapa.
Fonte: CNN Brasil
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