A gestão do prefeito Salatiel Magalhães volta a ser alvo de duras críticas após uma denúncia grave feita por servidores da educação municipal de Rodrigues Alves, no interior do Acre. Professores, cuidadores, mediadores, monitores de ônibus e motoristas relatam estar há quase dois meses sem receber seus salários, uma situação, entretanto, “desumana”.
De acordo com os denunciantes, todos os profissionais afetados possuem contratos diretos com a prefeitura e, mesmo assim, seguem sem qualquer previsão concreta de pagamento. A indignação cresce ainda mais diante da postura adotada pela gestão municipal.
“Procuramos os responsáveis e a resposta foi que não tem dinheiro para pagar ninguém. Disseram até que o salário dos efetivos pode atrasar também”, relata uma das servidoras.
Falta de respeito e descaso com trabalhadores
O cenário descrito pelos profissionais escancara uma realidade preocupante: trabalhadores que continuam exercendo suas funções normalmente, garantindo o funcionamento das escolas, mesmo sem receber pelo serviço prestado.
Segundo a denúncia, a prefeitura teria deixado de fornecer qualquer tipo de prazo ou planejamento, limitando-se a afirmar que “quem quiser continuar trabalhando, que continue, porém sem data para receber”.
A fala revolta e evidencia, na visão dos servidores, um completo desrespeito com pais de família que dependem do salário para sobreviver.
“Pedem para a gente ter fé, mas fé não enche barriga e nem paga contas”, desabafa a funcionária.
Situação considerada “desumana”
A denúncia levanta um ponto grave: a normalização do atraso salarial como se fosse algo aceitável. Para os trabalhadores, a situação ultrapassa qualquer limite de tolerância e atinge diretamente a dignidade humana.
Sem salário, muitos profissionais enfrentam dificuldades para pagar aluguel, comprar alimentos e manter despesas básicas. Ainda assim, continuam sendo cobrados a manter suas funções com responsabilidade e compromisso.
Onde está o dinheiro da educação?
Diante da crise relatada, surge um questionamento inevitável: onde estão os recursos destinados à educação municipal?
A falta de transparência e de respostas concretas por parte da gestão do prefeito Salatiel Magalhães levanta suspeitas e amplia a pressão popular por esclarecimentos.
A educação, que deveria ser prioridade, parece estar sendo tratada com negligência, afetando diretamente não apenas os profissionais, mas também os alunos e toda a comunidade escolar.
Cobrança por resposta urgente
Os servidores exigem uma posição oficial da prefeitura e, principalmente, um calendário real de pagamento. O silêncio ou respostas vagas apenas aumentam a revolta e o sentimento de abandono.
A população de Rodrigues Alves agora aguarda explicações: até quando trabalhadores essenciais serão obrigados a escolher entre continuar trabalhando sem salário ou abandonar suas funções?
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