Na tarde desta terça-feira (25), dezenas de moradores de Cruzeiro do Sul procuraram a delegacia da cidade para denunciar uma suposta empresa de tecnologia que estaria atuando no município há cerca de seis meses. As informações ainda são preliminares e não foram confirmadas pela polícia. A reportagem aguarda um posicionamento oficial da autoridade policial e deve atualizar os dados nas próximas horas
Segundo os relatos das vítimas, a empresa — que se apresenta como sendo de Porto Velho e com uma representante em Cruzeiro do Sul — alugava veículos de pessoas comuns para prestar serviços de tecnologia, como instalação de sistemas de segurança em veículos, rastreamento e outros.
De acordo com os denunciantes, o problema começou no último mês, quando os pagamentos deixaram de ser feitos. Cerca de 30 pessoas foram afetadas e dessas as que procuraram a delegacia, afirmam que não receberam os valores combinados no contrato. Algumas delas teriam adquirido até cinco veículos para realizar o serviço.
“Quando venceu o primeiro mês começaram a atrasar e não pagar”
O motorista Iraldo da Silva Lima, que está desempregado após sofrer um acidente, contou que colocou a moto do filho para alugar à empresa na esperança de ajudar nas despesas médicas.
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“A empresa tava alugando veículos por um preço que a gente achou bom. Como eu tava acidentado e não podia trabalhar, meu filho entregou a moto pra eu alugar. Só que quando venceu o primeiro mês, começaram a atrasar e não pagar”, relatou.
Segundo Iraldo, a empresa marcou duas reuniões para tratar dos valores atrasados, mas nenhuma delas aconteceu.
“Deram vários prazos e nada cumpriram. Tinha reunião marcada pra ontem (segunda feira, 24), não aconteceu. Outra marcada pra hoje, também não. Passei no local e o pessoal nem sabia dessa reunião.”
Contratos e promessas
As vítimas afirmam que assinaram contratos com a representante local, que garantia que os veículos estavam seguros e guardados em um depósito.
“Fizemos contrato, tudo bonitinho, autenticado em cartório. No contrato dizia que a gente podia visitar o depósito todo mês. Mas quando pedimos o endereço, nunca passaram. Pedi várias vezes no grupo, no WhatsApp dela, e nada”, disse Iraldo.
Outro ponto que chamou a atenção dos proprietários é que, apesar das promessas, ninguém conseguiu confirmar a existência do depósito citado pela empresa.
Veículos vendidos e empenhados
No início da tarde desta terça-feira, alguns denunciantes começaram a procurar os próprios veículos pela cidade. Eles afirmam que já encontraram quatro motos e um carro que estariam empenhados ou vendidos a terceiros.
“Descobrimos que vários veículos já tinham sido vendidos e estavam na posse de outras pessoas. Vieram parar até na casa de terceiros. Uma moto chegou a ser vendida por R$ 12 mil”, contou Iraldo.
As vítimas também relataram que pessoas de outros municípios — como Mâncio Lima e Guajará — também teriam sido prejudicadas.
Denunciantes procuram a delegacia
O grupo se reuniu na delegacia para registrar boletins de ocorrência e pedir orientação sobre como proceder.
“Muitos queriam ir no depósito e tirar o veículo por conta própria, mas eu pedi pra gente fazer tudo da maneira correta, pra não se prejudicar. Quando chegamos aqui, surgiu ainda mais informação de que os veículos já estavam em posse de outras pessoas”, afirmou Iraldo.
Matéria em atualização
A reportagem já buscou contato com o delegado responsável pelo caso para obter uma versão oficial e esclarecer as informações, que ainda estão desencontradas e baseadas apenas nos relatos dos denunciantes.
Novos detalhes serão acrescentados assim que houver confirmação da polícia.
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Após quase duas décadas sem atualização, a Prefeitura de Mâncio Lima sancionou a nova Política Municipal de Meio Ambiente por meio da Lei nº 600/2026, modernizando a legislação ambiental do município pela primeira vez desde 2007. A publicação com a nova Lei saiu na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira, 29.
Localizado no extremo oeste da Amazônia, onde o Brasil começa e o sol se põe por último, Mâncio Lima possui mais de 80% de cobertura vegetal nativa, 62% da área urbana arborizada, duas unidades de conservação ambiental, ARIE Estadual Japiim Pentecostes e, parte significativa do Parque Nacional da Serra do Divisor, 33% de seu território onde estão os principais atrativos turísticos, considerado uma das Unidades de Conservação mais biodiversa da Amazonia. O município também abriga três etnias indígenas — Puyanawa, Nukini e Nawa — e consolida-se como território estratégico para soluções baseadas na natureza, economia circular e desenvolvimento sustentável frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
A nova legislação estabelece diretrizes, instrumentos e mecanismos voltados à promoção do desenvolvimento sustentável, conciliando crescimento econômico, justiça social e equilíbrio ambiental. Entre os principais pontos da lei estão o fortalecimento do licenciamento ambiental, a proteção dos recursos naturais, o incentivo à educação ambiental, a gestão eficiente dos resíduos sólidos, o controle da poluição, a arborização urbana e a ampliação das ações de fiscalização ambiental. A Política Municipal de Meio Ambiente também reforça a atuação integrada do Sistema Municipal de Meio Ambiente (SIMMA) que contempla o Fundo Municipal de Meio Ambiente e o Conselho MUnicipal, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, garantindo maior segurança jurídica para as ações de preservação e fiscalização no município.
A nova política fortalece a estrutura de governança ambiental do município por meio do Sistema Municipal de Meio Ambiente (SIMMA), composto por órgãos e entidades da administração municipal responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. O sistema tem como órgão central a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, responsável pela coordenação, fiscalização e execução da Política Municipal de Meio Ambiente (PMMA); como órgão consultivo e deliberativo, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA); além dos órgãos seccionais da administração pública que executam programas, projetos e ações ambientais.
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A atuação integrada do SIMMA será coordenada através do Plano de Ação Ambiental Integrada (PAAI), garantindo maior eficiência na execução das políticas públicas ambientais. Fica criando o Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA), de natureza contábil especial, destinado a garantir suporte financeiro para planos, programas e projetos voltados ao uso racional e sustentável dos recursos naturais, fiscalização ambiental, recuperação de áreas degradadas e ações permanentes de educação ambiental em Mâncio Lima. A gestão do fundo será realizada por um Conselho Gestor, órgão colegiado responsável por deliberar sobre a aplicação dos recursos e acompanhar a execução orçamentária e financeira das ações ambientais, fortalecendo a transparência, o controle social e a implementação das políticas públicas ambientais no município.
A legislação também prevê que a gestão dos recursos e o acompanhamento da execução orçamentária e financeira das ações ambientais sejam realizados por um Conselho Gestor, órgão colegiado responsável por deliberar sobre a aplicação dos recursos, assegurando mais transparência, participação social e fortalecimento da governança ambiental no município.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Turismo, Zaqueu Muniz, comemorou a atualização da legislação e destacou o avanço institucional proporcionado pela nova lei: “Nós estamos muito alegres pela atualização da lei e depois de tanto tempo ela ter sido atualizada. Sabemos que tudo isso foi possível porque o nosso prefeito deu aval e vemos o quanto ele está preocupado com a questão climática, com o cuidado da nossa natureza e do nosso ambiente.
Ficamos muito contentes porque hoje a Secretaria passa a ter uma lei atualizada, com mais amparo jurídico para trabalhar as leis ambientais dentro do município. Os nossos agentes também passam a ter mais segurança para exercer a fiscalização”, afirmou.
O prefeito Zé Luiz Gomes destacou que a atualização da Política Municipal de Meio Ambiente representa um compromisso da gestão com o futuro do município e com a preservação ambiental. Segundo ele, a nova legislação não tem caráter apenas punitivo, mas busca criar instrumentos permanentes de proteção e conscientização.
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“O intuito da lei não é apenas coibir ou aplicar sanções, mas garantir uma política ambiental moderna e eficiente, que assegure o equilíbrio ambiental, fortaleça a gestão adequada dos resíduos sólidos e promova campanhas continuadas de educação ambiental. Queremos construir uma cidade que cresça de forma organizada, sustentável e preparada para enfrentar os desafios climáticos, preservando nossas riquezas naturais para as futuras gerações”, ressaltou o prefeito.
A Prefeitura de Mâncio Lima publicou nesta quarta-feira, 29, no Diário Oficial da União, a sanção da Lei nº 599, que institui a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como referência para a elaboração, execução e acompanhamento das políticas públicas municipais. A medida estabelece diretrizes voltadas ao desenvolvimento sustentável nas áreas social, educacional, econômica, ambiental e institucional, alinhando o município às metas globais propostas pela Organização das Nações Unidas.
Com a nova legislação, todos os órgãos da Administração Pública Municipal deverão vincular seus planos, programas, projetos e ações às metas da Agenda 2030. As iniciativas também poderão integrar o Plano de Ação Ambiental Integrada (PAAI) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A lei determina ainda que as metas dos ODS passem a ser utilizadas como indicadores de resultados da gestão municipal, permitindo a criação de metas próprias de acordo com as necessidades e características de Mâncio Lima.
O prefeito Zé Luiz destacou que a aprovação da lei fortalece as políticas socioambientais do município e amplia as possibilidades de acesso a recursos nacionais e internacionais destinados a projetos de preservação ambiental, combate à pobreza e segurança alimentar.
“Estamos dando um passo histórico para Mâncio Lima. A Agenda 2030 passa a fazer parte oficialmente das políticas públicas do município e isso demonstra nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, com a preservação ambiental e com a melhoria da qualidade de vida da nossa população. Temos mais de 80% de cobertura vegetal de floresta nativa e queremos continuar crescendo de forma responsável, garantindo oportunidades para as pessoas sem abrir mão da proteção da nossa floresta para as futuras gerações”, afirmou o prefeito.
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A legislação também cria o Programa Municipal de Implementação da Agenda 2030, coordenado pelo Gabinete do Prefeito, responsável por articular ações entre as secretarias e promover a participação social na execução das metas. Entre as atribuições estão a produção de dados, a divulgação das ações e a integração do município às iniciativas globais voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Em 2024, Mâncio Lima aderiu ao pacto global da Agenda 2030 com o lançamento da revista “Mâncio Lima, o futuro começa agora”, consolidando agora esse compromisso com a sanção da lei. A cidade é referencia em politicas ambientais e integra a Rede Cidades Verdes Resilientes do Ministério do Meio Ambiente, esta adesão tem garantido o cadastro de processos importantes e estratégicos para o desenvolvimento da cidade.
A Organização das Nações Unidas lançou a Agenda 2030 como um plano global de ação para promover o desenvolvimento sustentável, reunindo 193 países em torno de metas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população e à preservação do planeta. A iniciativa é composta por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que abrangem áreas como erradicação da pobreza, educação de qualidade, saúde, igualdade, geração de emprego, proteção ambiental, combate às mudanças climáticas e fortalecimento das instituições públicas. Os ODS servem como referência para governos, empresas e sociedade na construção de políticas e ações que garantam desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental até o ano de 2030.
Os aprovados no concurso público do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e da Polícia Penal do Acre já sabem quando e onde deverão tomar posse. A convocação oficial foi divulgada na edição desta quarta-feira (29) do Diário Oficial do Estado do Acre.
Conforme o Edital nº 104/2026, os candidatos convocados devem comparecer no dia 8 de maio de 2026, às 16h, no Memorial dos Autonomistas, onde será realizada a cerimônia de posse.
Para participar, é obrigatório cumprir todas as exigências estabelecidas anteriormente no edital nº 103/2026, especialmente os critérios necessários para a investidura no cargo.
Informações e atendimento aos candidatos
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Os convocados que tiverem dúvidas ou precisarem de mais detalhes podem procurar o Iapen, no horário das 8h às 14h, ou entrar em contato pelo telefone (68) 3223-9833. Também é possível buscar orientações junto à Secretaria de Estado de Administração do Acre (Sead), por meio do e-mail oficial disponibilizado no edital.
A convocação representa mais uma fase do concurso público, que tem como objetivo reforçar o quadro de profissionais do sistema penitenciário estadual e da Polícia Penal no Acre.
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